quarta-feira, 12 de março de 2008

Filia por UnB


Foi muito mais difícil do que pensava. Deixar minha mãe às lágrimas e lutar contra as minhas próprias não foi fácil. Fizemos uma oração e com o coração apertado, uma verdadeira batalha de sentimentos sendo travada dentro de mim, entrei no carro para encontrar-me com o novo. Ali, me veio à cabeça uma música... "Deus cuida de mim, na sombra das suas asas, Deus cuida de mim... Eu amo a sua casa, e não ando sozinho, não estou sozinho pois sei... Deus cuida de mim." Não acredito ter sido apenas coencidência. Não, Deus falou comigo naquela hora. Queria me confortar, dizer que tudo ia ficar bem...

Ver o sofrimento de minha mãe doeu. Não consegui falar tudo que quis, não consegui dizer o quanto a amava. Os gestos e olhares falaram por mim, mas preferia que as palavras não tivessem fugido de minha boca.

Houve um momento em que, em seu quarto, peguei uma fotografia de quando era pequeno... Foi uma atitude impessada, pois só despertou mais tristeza nela e um sentimento estranho em mim. Pensei em como tudo passa tão rápido, como o efêmero torna-se real e sacode sua consciência em horas assim. Parecia ontem aquela foto tirada no Peixe, ou a outra com o uniforme do Pré no colégio Auxilium... A lancheirinha, o rosto singelo, puro... Nostalgia.

Agora estou melhor. É quarta-feira, conheci tanta gente, tantos tipos, fiz amizades! Gostei das aulas, da faculdade, da independência... Os amigos de Anápolis são insubstituíveis, claro. Sinto falta da cumplicidade que tenho com eles... Mas fazer novos, e descobrir interesses em comum, passeando pela faculdade, matando tempo no CA, almoçando no RU, discutindo professores e matérias têm o seu sabor especial.

Passar mais tempo com os amigos outrora aqui conquistados também é um presente. Rir juntos e passar horas na casa da Celiane, Dayana e Ana Paula é muito bom. Até um sabonetinho feito especialmente para mim eu ganhei. (Celi, adorei o presente! Nunca mais o confundirei com meu celular!)

As expectativas são boas. Diria ótimas. Apesar da ausência de alguns professores e do grande tempo disponível para o ócio (que será suprido em breve), sei que irei gostar. Assim espero. E assim sigo a nova vida acadêmica.



6 comentários:

Anônimo disse...

See Here or Here

Miss Lou Monde disse...

Hey, Hey... que chiques... você na vida adulta!!!! Sim, sim! eu vou para Anápolis... E você? Volta? Estou sem dinheiro... tempo, tempo, tempo!!!!!!!!!!!!! AHHHHHHHHHHHHHHHHH QUERIA FALAR MAIS... Em casa eu escrevo algo menos assim... Conto: estou com dores... vou ao médico amanhã. Confesso: tenho medo de não adiantar muito. MTO A CONTAR... BOOH

Unknown disse...

Oi! Lendo o seu post é como se um filme passasse na minha cabeça. Compartilhei dos mesmos sentimentos ao deixar família e amigos tão queridos em casa. Na facu, td novidade: colegas, profs (mtos picaretas, vá se acostumando, hehehe), RU, CA... e os amigos... ah, os amigos!!! Ganhei verdadeiras irmãs aqui (Day, Celi, Nay, Laura, Tropi...). Aquelas que sempre estiveram comigo nos momentos alegres, divertidos, mas também nos momentos de tristeza e solidão, convertidos por elas em instantes felizes. Eu sei que é clichê dizer isso, mas vc verá q o tempo passará muito depressa... mas será o tempo suficiente para levar mtas lembranças (espero q boas, rs) para a vida inteira!! Bom, ao menos é assim que me sinto atualmente...
Portanto, aproveite bastante e bem esse tempo de faculdade e Seja bem vindo à Unb!!!!
Bjs, de uma já saudosa (percebe-se né?, rsrs) de Unb...
Ana Paula =)

Unknown disse...

Ah, esqueci de dizer: é bem vindo aq em casa tb, hehehe. Precisando de alguma coisa, só falar! ;)

Anônimo disse...

"... Os amigos de Anápolis são insubstituíveis, claro. Sinto falta da cumplicidade que tenho com eles..."

digo o mesmo.
te adoro frenchis :)

Lupe Leal disse...

parece até um romance.
boa sorte!

nos veremos daqui um ano e meio por aí!